Estou trabalhando esse meu vício de me culpar por tudo.
Como se, o gato do meu visinho morresse atropelado por uma bicicleta na calçada eu fosse ficar pensando "por que Meu Deus, por que eu não fiquei com o gato aquela manhã?"
Pois é, eu acabo trazendo pra mim um milhão de responsabilidades que não são minhas, por que eu tenho medo. Meu maldito medo!
Minha demência de achar que posso sempre curar qualquer tipo de dor, amenizar qualquer problema, resolver qualquer pepino!
Depois eu fico por ai me queixando, "óhh as pessoas acham que eu sou indestrutível, acham que eu suporto tudo", e não me dou conta que, elas só veem o que eu mesma mostro.
No fundo eu tenho um puta medo de me mostrar fraca, por que eu simplismente detesto, simplismente me irrito profundamente com pessoas fracas.Então fico aqui, bancando a durona, e chorando por filmes de romance na tv.
Oras Rafaela, vamos começar a ponderar sobre o que realmente se deve chorar.
Chega de bancar a menininha pros amigos.
Pra que?
Por que tem medo.
Medo que eles saibam que você corta um puta dobrado e que Não, Não é uma princesa!!
Ah, por que eu também detesto pena, por que pena é coisa de gente fraca.
Foda neh ...
Estou me tratando. Embora eu ache que aquela bosta de remedio não tem causado o efeito desejado.
¬¬
Aimmm ... momento de raiva. Logo passa!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Trecho de Efeito Urano
"Tem gente que sabe o que eu estou falando.
Agora, agora-agora, agorinha, tem gente que sabe o que eu estou, caralho, falando.
É, é o meu momento, mas tem gente que também sente exatamente isso.
Essa euforia de achar-se o único a sofrer no mundo.
Aquele que mais se comisera, que mais sabe que está fodido, aquele que sofre de um jeito sofrido que ninguém mais sofre.
E isso, que seria egoísmo, no sofrimento torna-se altruísmo. A generosidade de ser o absoluto desgraçado do planeta, liberando o resto da humanidade para ser mais feliz do que você.
Eu sou essa absoluta desgraçada. E estou desgraçadamente acompanhada por milhões de outras pessoas que escreveram cartas jamais enviadas, que destruíram cartas jamais abertas, que juraram que ficariam para sempre com você onde quer que você fosse, para todo o sempre, e se você saísse por aí, ela iria junto, e se você fosse para Marrocos, ela iria também, e se você não andasse ela carregaria você nos braços.
Sou uma desgraçada tao desgraçada que crê em tudo isso, agora e até o fim, sozinha com o mundo inteiro ao meu lado...
Sim, claro, eu sou uma doente mental que acredita no que nos dizem quando querem nos comer."
(FY)
Agora, agora-agora, agorinha, tem gente que sabe o que eu estou, caralho, falando.
É, é o meu momento, mas tem gente que também sente exatamente isso.
Essa euforia de achar-se o único a sofrer no mundo.
Aquele que mais se comisera, que mais sabe que está fodido, aquele que sofre de um jeito sofrido que ninguém mais sofre.
E isso, que seria egoísmo, no sofrimento torna-se altruísmo. A generosidade de ser o absoluto desgraçado do planeta, liberando o resto da humanidade para ser mais feliz do que você.
Eu sou essa absoluta desgraçada. E estou desgraçadamente acompanhada por milhões de outras pessoas que escreveram cartas jamais enviadas, que destruíram cartas jamais abertas, que juraram que ficariam para sempre com você onde quer que você fosse, para todo o sempre, e se você saísse por aí, ela iria junto, e se você fosse para Marrocos, ela iria também, e se você não andasse ela carregaria você nos braços.
Sou uma desgraçada tao desgraçada que crê em tudo isso, agora e até o fim, sozinha com o mundo inteiro ao meu lado...
Sim, claro, eu sou uma doente mental que acredita no que nos dizem quando querem nos comer."
(FY)
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