domingo, 31 de janeiro de 2010

Mulher ... mulher.


"Mulheres são assim depressivas. Pois transformam simples vontades em necessidades vitais e, diante de uma transitória impossibilidade, distorcem as sensações até torná-las insuportáveis. Uma espécie de TPM zodiacal, algo meio físico, meio metafísico, energético, quem sabe, bioquímico, com certeza, que lhes ataca as idéias, enlouquecendo-as. E, por uns segundos, ela pensa em se jogar na frente de uma Kombi que está vindo." - FY

sábado, 30 de janeiro de 2010

sem titulo.


Ficou tudo tão mecanico.
Tudo tão frio.
Ainda existe romantismo?
Um homem ainda deseja conquistar uma mulher ?
Os homens estão muito mal acostumados. E as mulheres também.
Já não me choca ouvir amigas dizendo "deixa o coração de lado".
É .. vou deixar.
Alias... eu tento com força. Mas não consigo.
Acho que sou meio burra mesmo.
Fazer o que?
A qualquer sinal de carinho.. meu coração se derrete... como uma manteiga na frigideira... rs
O toque, o carinho, é cada vez mais superficial.
Acho isso tão triste.
Ai... só loucuras de mais um sabado de tédio.
Podia ter saido.
Ido pra um bar... bebido..
Beijado alguém sei lá...
Cumprido todo esse joguinho que todo mundo faz.
Mas não quis.
Prefiri ficar aqui.
É assim que vai ser.

domingo, 24 de janeiro de 2010

a noite.


Dois malucos... isso que nós somos.

Você me contrange com essa doçura.

Eu preferia que não fosse assim...

Seus olhos...

seus olhos... estão me pirando.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Menos.

Eu preciso aprender a ser menos.
Menos dramática.
Menos intensa.
Menos exagerada.
Alguém já desejou isso na vida: ser menos?
Pois é.
Estranho.
Mas eu preciso.
Nesse minuto,
nesse segundo,
por favor,
me bloqueie o coração,
me cale o pensamento,
me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma.
Porque eu preciso.
E preciso muito.
Eu preciso diminuir o ritmo,
abaixar o volume,
andar na velocidade permitida,
não atropelar quem chega,
não tropeçar em mim mesma.
Eu preciso respirar.
Me aperte o pause,
me deixe em stand by,
eu não dou conta do meu coração que quer muito.
Eu preciso desatar o nó.
Eu preciso sentir menos,
sonhar menos,
amar menos,
sofrer menos ainda.
Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase?
Confesso: eu não consigo.
Nada em mim pára,
nada em mim é morno,
nada é pouco,
não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama.
E eu vou...
Com o coração na mochila,
o lápis borrado,
o sorriso e a dúvida,
a coragem e o medo,
mas vou...
Não digo: "estou indo",
não digo: "daqui a pouco",
nada tem hora a não ser agora.
Existe aí algum remedinho para não-sentir?
Existe alguma terapia,
acupuntura,
pedras,
cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento?
Quer saber?
Existe.
Existe e eu preciso.
Preciso e não quero.

Fernanda Mello