quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Vem.

Estranho como a gente se esquece da intensidade da dor depois que ela passa.
Mas me lembro, do tamanho do buraco que sua ausência causou dentro de mim! Me lembro da horrível sensação de te ver escapando entre meus dedos...
Lembro das lagrimas quentes que escorriam por todo meu rosto, e da angustia de olhar pro lado e não te enxergar ali.
Lembro da tristeza ao pensar que você não ia mais voltar e que eu nunca mais ia sentir seu cheiro, seu gosto ou ouvir sua voz. Eu pensei que estava para sempre encerrada a passagem mais linda da minha vida.
Lembro da tensão que eu sentia quando tinha que estar tão perto e mesmo assim respeitar adistancia entre nós. Distancia que havia me sido imposta... e que doía, doía. Ou de tentar não chorar quando o que eu mais queria era me permitir me jogar no seu colo e sucumbir a um choro compulsivo e longo...
E algumas noites, em que o gosto do cigarro se confundia com o salgado das lagrimas e aquela imensidão de céu negro... Me engolindo. Eu pensava se você também pensava, se também chorava ou se lembrava meu perfume, ou o som que faço quando tenho crises de riso.
E quando te vi voltar era como se sua presença me arrancasse desse pesadelo horrível e me levasse de novo ao nosso lindo sonho. Onde sou feliz com você, e sua presença me acalma como ouvir o som do mar, ou o canto dos passarinhos, onde não existe maldade que possa envenenar o que existe dentro de nossos corações.

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